Aposentadoria aos 57 exige transição curta

A reforma da Previdência com a criação de idades mínimas de 57 anos, para mulheres, e de 62 anos, para homens, –como já defendeu o presidente Jair Bolsonaro– não é capaz de reduzir os gastos com benefícios de forma suficiente para equilibrar as contas públicas no futuro e, além disso, prejudica trabalhadores que estão perto de completar os requisitos para receber o benefício por tempo de contribuição, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes.

“O presidente chegou a dizer, vocês se lembram, coloquem 57, para as mulheres, e 62 [para os homens]. O presidente chegou a dizer isso e o próprio deputado Rodrigo Maia [presidente da Câmara], à época, disse que então a transição tem que ser estreita”, disse Guedes.

A “transição estreita” significa que, para ter uma idade mínima baixa, o governo precisaria impor essa exigência já nos primeiros anos após a reforma. (Agora São Paulo)