Arrogância e autoritarismo jamais vistos na Cabesp!

A direção da Cabesp encerrou o processo eleitoral da mesma forma como começou, ou seja, nada democrática, pois os representantes do Santander rasgaram o Estatuto Social da Cabesp, perderam a compostura e usurparam as atribuições da Comissão Eleitoral.

Como se não bastasse a arbitrária exclusão do processo eleitoral do candidato homologado regularmente pela Comissão Eleitoral para disputar ao cargo de Diretor Administrativo, que gerou até a concessão judicial de Tutela de Urgência suspendendo a votação para o referido cargo, também, novamente de forma truculenta e autoritária da Diretora  Presidente da Cabesp, exigiu a retirada da sala, no dia da apuração das “eleições,” ocorrida na segunda-feira, dia 2 de dezembro, de Diretores da Afubesp e do advogado da entidade.

Importante registrar que nunca na história da Cabesp foi praticado ato com tal truculência e autoritarismo, destoando por completo de seus antecessores na presidência da nossa Cabesp, quando os embates existiam, mas com devido respeito que nutre a relação entre pessoas maduras, adultas e responsáveis. As Associações repudiam essa atitude e postura da presidente da Cabesp, que demonstra não ter ela a menor empatia para a função que exerce, principalmente tratando-se de uma Associação cujo contrato reza direitos e obrigações equânimes entre as partes (Banco e Associados).

Atropelos na Comissão Eleitoral

Os primeiros sinais de autoritarismo ocorreram ainda no início do processo quando apresentou o modelo das eleições aos integrantes da Comissão Eleitoral sem consultá-los.

A impugnação de um candidato inscrito, ignorando a decisão da Comissão Eleitoral que o havia aprovado, CONSTITUIU em golpe claro, pois não é atribuição estatutária da Presidente da Cabesp impugnar candidato, além de ter sido feita fora do prazo do previsto no Regulamento.

Por ter excluído o candidato do processo eletivo, a Comissão Eleitoral não validou o sistema eletrônico de votação, e deliberou, em Ata, pela não validade do resultado que fosse apurado, tanto que não lavrou Ata registrando os candidatos eleitos, conforme determina o Regulamento, para posterior proclamação.

Destaque para o desfecho deste caso, que lembra ato de criança mimada. A Comissão Eleitoral decidiu fazer uma ata registrando seu posicionamento sobre a apuração e encontrou negativas para o fornecimento até de papel para a redação. Depois, viram, seus componentes, ser negado o protocolo desta ata em diversas instâncias, o qual somente foi possível quando os diretores eleitos entraram em cena e protocolizaram a Ata, a qual será juntada na ação judicial que está em curso.

Resultado Favorável.

Todos os entreveros do caminho não impediram que os candidatos da chapa UNIDADE PELA CABESP, apoiados pelas associações e sindicatos, vencessem a eleição.

Para Diretor Financeiro foi eleito Sergio Kiyoshi Hirata com 9.528 votos. A suplência é de José Roberto Cardoso, que também é apoiado pelas entidades.

Os dois eleitos para o Conselho Fiscal são: Julio Higashino (6.003) e Mario Luiz Raia (3.680). Como suplentes ficaram José Cristiano Massoni Meibach (305) e Dorival Jesuíno Faustino (248)

Para a vaga de Diretor Administrativo foi eleito Maurício Nobuiti Danno, com 9.248 votos. No entanto, por estar sub judice, deverá ser aguardado o julgamento do mérito da ação movida pela Comissão Eleitoral.

As associações agradecem os votos recebidos pela chapa UNIDADE PELA CABESP, uma chapa montada em um momento histórico de união das entidades pelo bem deste importante patrimônio. “A Cabesp é dos banespianos!”

Falhas no processo x menor participação da história

O levantamento dos números de votantes das últimas sete eleições (de 2007 a 2019) aponta que esta foi a menor participação dos eleitores nos pleitos da Cabesp. Esta foi primeira vez que o sistema de votação via internet foi usado, bem como a primeiro pleito comandado pela atual presidente.

Apenas 10.445 associados participaram do pleito dos 21.030 aptos a votar. O número representa 49,66% dos eleitores, evidenciando que a posição das Associações, que era pelo sistema misto de votação (eletrônico e correio) era o melhor. O quórum, que a cada eleição fica cada vez menor, dessa vez teve a contribuição de um sistema falho, que impediu que inúmeras pessoas conseguissem votar. As Associações receberam dezenas de reclamações neste sentido durante todo o processo.

Enviar as senhas via SMS para os associados se mostrou uma estratégia equivocada. Teve quem recebeu mais de uma vez (senhas diferentes, inclusive) antes de votar e quem recebeu novamente depois de já ter votado. Os que não tiveram acesso à senha se viram obrigados a tentar incessantemente atendimento pelo Disk Cabesp, ouvindo a gravação de que todos os atendentes estavam ocupados.

Sem contar que o sistema de votação não permitia que os associados saíssem da tela em caso de dúvidas, gerando muitos votos nulos e brancos, em especial para a diretoria administrativa, até porque era o primeiro cargo a ser votado.

Muitos relatos, disponíveis nos grupos dos colegas nas redes sociais, confirmam que o processo gerou insegurança pela “sequência amadora e desastrada de ocorrências propiciadas pela Diretoria da Cabesp que excluiu a Comissão Eleitoral, indicada pelas Associações.

Com resultado ficou claro que nossos colegas não aceitam que pessoas não comprometidas com o bem-estar da Cabesp e com a sua perenidade possam exercer cargos dirigentes, significando um recado cristalino ao Banco Santander que não deve tentar tomar conta da Cabesp por intermédio de prepostos.

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