Facebooktwittergoogle_plusmailFacebooktwittergoogle_plusmail

 

JULHO AMARELO
CAMPANHA CHAMA ATENÇÃO PARA HEPATITES VIRAIS

Julho é considerado o mês da conscientização e prevenção das hepatites virais. A data é comemorada neste domingo (28).

Segundo dados da Secretaria de Saúde do DF, foram notificados 148 casos da doença em 2019, sendo 80 ocorrências de hepatite C. Dez pessoas morreram em decorrência da doença.
Em 2018 foram 251 notificações. Dessas, 123 casos de hepatite C, com total de 17 mortes.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), no Brasil são cerca de 1,5 milhão de mortes relacionadas às hepatites virais
A doença ataca o fígado e, inicialmente, apresenta poucos sintomas. Por isso, é considerada uma doença silenciosa que pode levar a complicações antes mesmo que a pessoa descubra que está infectada.
A médica Carina Leão de Matos, da Gerência de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis, explica que as hepatites causadas pelo vírus A e E são transmitidas por meio do fecal-oral. Já as hepatites B, C e D contagiam pelo contato com sangue, pela via sexual e perinatal.

Sintomas da hepatite

  • Cansaço
  • Febre
  • Mal-estar
  • Tontura
  • Enjoo e vômitos
  • Dor abdominal
  • Pele e olhos amarelados
  • Urina escura e fezes claras.

Prevenção

Todos os tipos de hepatite podem ser prevenidos. As dos tipos A e E são evitadas por meio do uso de água tratada, saneamento básico e higienização adequada dos alimentos.
A médica Carina Leão de Matos, explica que a hepatite A pode ser prevenida por meio da vacinação. A vacina é gratuita e está prevista no Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 15 meses a 5 anos incompletos.
A vacina contra a hepatite do tipo B também está prevista no calendário e são recomendadas quatro doses para as crianças. Para os adultos não imunizados durante a infância, são indicadas três doses.
A médica diz que evitar o contato com sangue contaminado é um dos meios mais eficazes para se prevenir contra as hepatites B, C e D.

“Também é importante o uso do preservativo, indicado em todas as relações sexuais, e as testagens regulares, inclusive no pré-natal.” 

Diagnóstico e tratamento

O tratamento é realizado dependendo do tipo de hepatite diagnosticado. No caso da hepatite A é preciso ficar de repousos e ter cuidados com a dieta. Já as hepatites do tipo B, C e D têm tratamento por meio de medicamentos disponíveis na rede pública de saúde.
Segundo a Secretaria de Saúde do DF, o diagnóstico da doença é feito em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) e no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), localizado no mezanino da Rodoviária do Plano Piloto.
Quando o paciente recebe resultado positivo, ele é direcionado a um serviço especializado em hepatites virais da rede pública.

Fonte:
https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2019/07/26/julho-amarelo-campanha-chama-atencao-para-hepatites-virais-no-df.ghtml