Perda dos aposentados do INSS chega a 86,38% desde o Plano Real

Um estudo da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) aponta que as perdas salariais históricas dos aposentados e pensionistas do INSS chegarão a 86,38% no período de setembro de 1994 até janeiro de 2019 — já considerado o aumento de 3,3% para os benefícios acima do mínimo previstos na Lei de Diretrizes Orçametárias (LDO) .
Para chegar ao índice, a confederação utiliza os reajustes anuais do salário mínimo e a correção dos salários de aposentados e pensionistas que ganham acima do piso, reajustado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Neste ano, aposentadorias e pensões acima do salário mínimo foram reajustadas em 1º de janeiro de 2018 em 2,07%, enquanto o mínimo teve aumento de 1,95%. Porém, esse comportamento não é comum. Historicamente, o salário mínimo tem reajustes anuais maiores do que aposentados e pensionistas que ganham acima do piso nacional, atualmente em R$ 954.
De acordo com o estudo da Cobap, as perdas dos aposentados foram maiores durante os mandatos do presidente Lula, com acumulado de 43,16%. Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, as perdas foram menores, totalizando 26,60%. Já no governo Dilma, a diferença entre os reajustes foi a menor já registrada. Em comparação ao mínimo, os aposentados e pensionistas perderam 15,67%.  (Mix Vale)