Poupador deve analisar ação antes de aceitar acordo

Os pedidos de adesão de poupadores ao acordo para pagamento de perdas dos planos econômicos Bresser, Verão e Collor 2 atingiram 21,7 mil inscritos até o dia 7, quando saiu o balanço mais recente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

O número pode ser considerado tímido, se comparado ao 1 milhão de potenciais beneficiários.

Para o advogado Alexandre Berthe, especialista em processos de revisão da poupança, uma das explicações para a baixa adesão são as possíveis desvantagens que o acordo impõe a parte dos credores com ações individuais.

O risco de prejuízo, segundo Berthe, existe nos casos em que as petições iniciais dos processos pedem o pagamento dos juros de mora e, principalmente, dos juros contratuais da poupança, de 0,5% ao mês, também chamados de remuneratórios.

“O acordo proposto pelos bancos exclui esses valores, o que pode representar uma perda de até 80% para quem aderir”, diz.

A Febrapo (Frente Brasileira dos Poupadores), que participou da construção do acordo, diz que a perda máxima é de 19%. (Agora São Paulo)