Reforma da Previdência deve incluir militares

A reforma da Previdência se encaminha para incluir os militares. Um número cada vez maior de membros do governo Jair Bolsonaro (PSL) oriundos das Forças Armadas tem expressado concordância com a proposta.

A via de convencimento tem sido o mote “liderar pelo exemplo”, frase cara a Bolsonaro –aliás, citada pelo mandatário em seu primeiro discurso fora do Brasil, durante o Fórum Econômico Mundial ontem, em Davos, na Suíça. “Queremos governar pelo exemplo e queremos que o mundo restabeleça a confiança que sempre teve em nós”, disse. Não se trataria apenas de retórica.

Três pessoas da comitiva relataram que durante a viagem do Brasil para a Suíça, o presidente, apesar do desconforto por usar uma bolsa intestinal, recusou-se a se deitar na única cama do avião. Se todos dormiriam em uma poltrona, ele não poderia viajar com mais conforto, alegou. Um comandante não abandona a sua tropa, tem de dar o exemplo, repetiu. O mesmo raciocínio estaria por trás da inclusão de militares na reforma da Previdência.

O tema vem sendo discutido internamente no governo, mas também nessa área não há detalhes, principalmente de qual seria o período de transição para quem já está no serviço militar.

O presidente interino Hamilton Mourão tem apoiado publicamente o aumento do tempo de permanência na ativa de 30 para 35 anos. (Agora São Paulo)