IGP-M registra queda de 1,16% em julho

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 1,16% em julho. No mês de junho, a taxa havia sido de ‑0,50%. Com este resultado, o índice acumula alta de 2,08% no ano e de 2,76% em 12 meses. Em julho de 2025, o IGP-M havia caído 0,77% e acumulava alta de 2,96% em 12 meses.

“O resultado do IGP-M segue amplamente influenciado pelo IPA, que registrou nova baixa puxada por combustíveis e derivados de petróleo. A reversão das pressões dos meses anteriores reflete o recuo das tensões entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz, que reduziu as cotações internacionais do petróleo e se repassou rapidamente ao índice. Ainda assim, parte da cadeia petroquímica permanece pressionada por fretes, câmbio e óleos básicos.
Já o IPC apresentou desaceleração, refletindo a desinflação dos alimentos in natura, parcialmente compensada pela elevação das passagens aéreas — item pressionado pela sazonalidade das férias de julho e pelo repasse defasado de reajustes anteriores do QAV.
Já no INCC, o avanço dos custos da construção civil permaneceu concentrado no componente de mão de obra, refletindo reajustes salariais observados principalmente em Recife e São Paulo, o que mantém a pressão sobre os custos do setor apesar da menor contribuição dos materiais de construção.”, afirma Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
Qual o valor do IGP-M acumulado nos últimos 12 meses?

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acumula alta de 2,08% no ano e aumento de 2,76% em 12 meses

Mês de
referência
Evolução
Mensal
Acumulado
12 meses
jul/26 -1,16% 2,76%
jun/26 -0,50% 3,16%
mai/26 0,84% 1,95%
abr/26 2,73% 0,61%
mar/26 0,52% -1,83%
fev/26 -0,73% -2,67%
jan/26 0,41% -0,91%
dez/25 -0,01% -1,05%
nov/25 0,27% -0,11%
out/25 -0,36% 0,92%
set/25 0,42% 2,82%
ago/25 0,36% 3,03%
jul/25 -0,77% 2,96%
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) cai 1,74% em julho

Em julho, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 1,74%, aprofundando a queda em sua taxa em comparação à registrada no mês anterior, de -0,97%. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais caiu 0,82% em julho, registrando uma inversão em sua taxa em comparação à alta de 0,23% observada no mês anterior. O índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, passou de -0,16% em junho para -0,10% em julho. A taxa do grupo Bens Intermediários registrou alta de 0,35% em julho, porém inferior à taxa de 0,45% observada no mês anterior. O índice de Bens Intermediários (ex), que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, recuou de 0,31% em junho para -0,40% em julho. Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas intensificou a queda de -2,76% em junho para -3,89% em julho.

IPC foi -0,01% em julho

Em julho, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou queda de 0,01%, apresentando desaceleração em relação ao mês anterior, quando o índice subiu 0,47%. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, seis classes apresentaram recuo: Alimentação (1,02% para ‑0,74%), Habitação (0,64% para 0,35%), Vestuário (0,14% para ‑1,03%), Despesas Diversas (1,09% para 0,35%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,55% para 0,23%) e Comunicação (0,07% para 0,00%). Duas classes de despesa registraram movimento oposto à maioria, Transportes arrefeceu de ‑0,35% para ‑0,09%, e Educação, Leitura e Recreação acelerou de 0,37% para 0,80%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) sobe 0,62% em julho

Em julho, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,62%, porém inferior à taxa de 0,85% observada em junho. Analisando os três grupos componentes do INCC, observam-se movimentações distintas nas suas respectivas taxas de variação na transição de junho para julho: o grupo Materiais e Equipamentos recuou de 0,86% para 0,42%; o grupo Serviços reduziu de 0,28% para 0,25%; e o grupo Mão de Obra manteve o movimento de alta de 0,91% para 0,93%.

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